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07/02/2018 às 10h03 - Atualizada em 07/02/2018 às 10h03

Fonte dos Amores é fechada como medida preventiva contra a febre amarela

Aparecido Roberto Junqueira
Poços de Caldas - MS
FONTE: Foto: Assessoria de Imprensa da Prefeitura

Fonte dos Amores é fechada como medida preventiva contra a febre amarela

Fonte dos Amores é fechada como medida preventiva contra a febre amarela

terça, 6, a Fonte dos Amores e a trilha de acesso ao Cristo, tiveram o acesso fechado ao público. Trata-se de uma medida preventiva, indicada pelo protocolo de combate à febre amarela instituído pelo Ministério da Saúde. A decisão foi tomada depois que um macaco sauá da espécie callicebus sp. foi encontrado morto na Fonte dos Amores, na semana passada.

“Um servidor da secretaria de Serviços Públicos, ligou pra gente, informando que havia encontrado um macaco morto no local. Nós fomos até lá, recolhemos o animal. Como não é possível precisar a causa da morte, o animal foi recolhido e encaminhado para exames na Funed, que vão comprovar se ele tinha ou não, febre amarela”, explicou o coordenador da Vigilância Ambiental, Jorge Miguel Ferreira do Lago.

O animal já foi encaminhado à Fundação Ezequiel Dias, em Belo Horizonte. O resultado deve demorar pelo menos 30 dias e enquanto isso, a Fonte dos Amores e a trilha de acesso ao Cristo permanecem fechadas. “É uma área com muitos macacos em que a população se acostumou a ficar próxima deles e até a atraí-los com a oferta de comida. Trata-se de uma medida preventiva até que o resultado determine se o animal morreu ou não, por febre amarela. É muito importante lembrar que os macacos são tão vítimas quanto nós, eles não transmitem a febre amarela aos humanos e ainda cumprem a função de alertar sobre o possível surgimento da doença em determinadas áreas”, orientou Jorge.

Além de prejudicar as ações de prevenção da doença, agredir ou matar macacos, é crime ambiental, previsto na Lei 9.605/98. Entre as penalidades, a lei estabelece prisão de seis meses a um ano e multa para quem matar, perseguir ou caçar espécimes da fauna silvestre, em desacordo ou sem a devida licença da autoridade competente. A pena é aumentada em 50% quando o crime é praticado contra espécies ameaçadas de extinção.

O vírus da febre amarela, possui dois ciclos básicos: urbano e silvestre. No ciclo silvestre, a transmissão é feita pelos mosquitos Haemagogus e Sabethes, os mais frequentes na América Latina, e Haemagogus janthinomys, a espécie mais registrada no país. Há mais de 70 anos, não há no Brasil registros confirmados da febre amarela em áreas urbanas. Nas cidades, o mosquito Aedes aegypti é o vetor responsável pela disseminação da doença, sendo que os últimos casos de febre amarela urbana foram registrados em 1942, no Acre. Os mosquitos são os vetores em ambos os casos, portanto, é possível afirmar que a febre amarela não é contagiosa, ou seja, não é transmitida diretamente nem de um macaco, nem de um humano a outro.

O secretário de Turismo Ricardo Fonseca, esteve na Fonte dos Amores, conversando com as famílias de comerciantes, que trabalham no local para informar sobre a medida preventiva adotada. “Sem dúvida nenhuma é uma notícia que não agrada ao turista, que não agrada a quem trabalha com o turismo, mas que é necessária, porque prioriza tanto a saúde dos nossos moradores, quanto a saúde dos nossos turistas. No ano passado vivemos uma situação semelhante e nesta mesma época, bem próximo do Carnaval, então acredito que as pessoas estão mais preparadas para enfrentar isso este ano”.

Em 2017, as vésperas do Carnaval, um macaco foi encontrado morto na região da Cascatinha. O exame da Fiocruz confirmou a morte por febre amarela e um trabalho de intensificação da cobertura vacinal no município imunizou mais de 50 mil pessoas.

O secretário de Saúde Carlos Mosconi, lembrou que todos os procedimentos adotados seguem a protocolos estabelecidos para a prevenção e o combate da febre amarela. “A situação em Poços é considerada tranquila. Tivemos a confirmação de um caso importado, de uma turista que esteve em Atibaia na área de risco por 12 dias e que já chegou aqui passando mal, foi atendida, melhorou e já teve alta. Temos o caso suspeito da moradora que está tendo toda a assistência mas que o quadro de saúde indica que possivelmente não seja febre amarela, o que será comprovado pelo exame da amostra de sangue. O fechamento destas áreas de mata pelo aparecimento deste macaco morto faz parte de todas estas medidas preventivas, indicadas para o controle e o combate da doença. Nós preferimos errar pelo excesso do que pela falta de cuidados que pode comprometer a saúde de toda a população, seja de moradores, seja de turistas”.

A Vigilância Ambiental, já realizou a PVE – Pesquisa Vetorial Especial, com busca de vetores e eliminação de criadouros do mosquito, no raio de 100 metros, tanto do local onde a turista permaneceu em Poços antes de ser internada, quanto da residência da moradora com suspeita da doença. A Vigilância Epidemiológica também tem realizado a busca ativa nestas áreas, de casa em casa, verificando a cobertura vacinal e oferecendo a imunização contra a febre amarela. Todas as 21 salas de vacinação de Poços possuem vacinas contra a febre amarela. O funcionamento é de segunda a sexta, das 8h às 16h30. Em Poços está sendo administrada a dose integral, ou seja, sem fracionamento, sendo necessária somente uma vacina pela vida toda. A orientação é evitar áreas de mata ou só entrar nestes locais, com a pele coberta e usando repelentes, de preferência a partir de 10 dias após ter recebido a vacina.
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Secretaria Municipal de Comunicação Social
Prefeitura de Poços de Caldas
(35) 3697-5053

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